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31 de October de 2014

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Enfisema Pulmonar

Câncer de pulmão: conheça e previna-se

Dentre os tipos de câncer, o de pulmão é o mais comum em homens e mulheres nos Estados Unidos. Lá, cerca de 180 mil pessoas por ano são diagnosticadas como portadoras da doença. O fumo é realmente o grande vilão da história, sendo que seus produtos atingem fumantes e não fumantes. No Brasil, as estatísticas mostram o aumento de câncer de pulmão entre as mulheres após sua emancipação sócio-profissional. Com a conquista do "direito" masculino de fumar, antes considerado uma vergonha para "mulheres de bem", elas também, infelizmente, passaram a fazer parte da estatística do câncer pulmonar.

O diagnóstico precoce ajuda o tratamento?

Sabe-se que a detecção precoce do câncer ajuda em seu tratamento. Entretanto, o maior problema encontrado por médicos que tratam câncer de pulmão está no fato de apenas 15% dos pacientes terem a doença localizada no momento do diagnóstico.

Quais são as opções de tratamento?

O tratamento ideal é a cirurgia, que deve ser realizada sempre que possível para retirar todo o tumor, livrando o paciente da doença. Infelizmente a cirurgia só é possível em 10% dos casos, pois muitas pessoas têm outras doenças graves que elevam o risco da cirurgia (exemplo: enfisema pulmonar ou doença cardíaca) ou já estão com outros órgãos comprometidos pelo câncer - metástases - (exemplo: gânglios, fígado, ossos ou cérebro) no momento em que ele é descoberto.

Para os 90% que não podem ser operados, utiliza-se a quimioterapia e a radioterapia para controlar a doença e reduzir os sintomas. Em casos específicos a cirurgia para se tirar a lesão pulmonar e a metástase pode ser realizada. Esta, no entanto, deverá ser complementada com quimioterapia e/ou radioterapia para evitar o surgimento de novas metástases. Hoje com medicações mais modernas, a quimioterapia causa menos efeitos colaterais e pode ser realizada sem a necessidade de internação.

Quem tem maior risco de ter câncer de pulmão?

A grande maioria dos casos é causada pela inalação de substâncias que diretamente causam alterações em células pulmonares ou simplesmente facilitam o aparecimento de mutações (alterações no código genético da célula). Uma enorme quantidade destas substâncias está presente em cigarros, charutos e cachimbos.

Fumantes ativos têm em média 13 vezes mais chance de ter câncer de pulmão. Já os fumantes passivos (pessoas que convivem com fumantes e respiram a fumaça do cigarro) têm 1,5 vezes mais chance quando comparados aos não fumantes. Mas esses números podem ser ainda maiores. Sabe-se, por exemplo, que uma pessoa que fumou dois maços de cigarro por dia durante 20 anos, aumenta em 60 a 70 vezes a probabilidade de ter câncer comparado a um não fumante. Pessoas cujos pais tiveram câncer de pulmão têm uma probabilidade até duas vezes maior de desenvolver a doença. No entanto, se forem fumantes, este risco aumenta de modo significativo.

Parar de fumar reduz o risco?

Sim. Estudos realizados na década de 70 mostram que ex-fumantes têm seu risco de câncer reduzido anualmente após a interrupção do hábito e podem diminuir este risco em até dez vezes.

Enfisema pulmonar tem como causa principal o fumo? Quais os sintomas, os tratamentos e as complicações?

Enfisema se caracteriza pela destruição irreversível do pulmão. Há ruptura das paredes dos alvéolos (espaços terminais da árvore brônquicas), onde ocorrem as trocas gasosas entre o ar respirado e o sangue. A ruptura dessas paredes determina a formação de espaços cada vez maiores, onde se acumula o ar. A principal causa determinante desse fenômeno é o fumo, porém existem outras causas menos frequentes, incluindo-se as genéticas.

O sintoma básico do enfisema é a falta de ar, que se intensifica durante a realização de exercícios físicos quando, então, são maiores as necessidades de um aporte adequado de oxigênio. Não há tratamento específico para o enfisema. Atualmente algumas técnicas cirúrgicas abordando as regiões mais comprometidas têm mostrado resultados promissores.

Basicamente, o tratamento procura reduzir sintomatologia e evitar as complicações, como infecções frequentes e o comprometimento do coração, o qual é mais exigido para conseguir bombear adequadamente o sangue através dos pulmões. Quando essa tarefa não é realizada, o coração direito, que é responsável pelo bombeamento do sangue para o pulmão, torna-se insuficiente, caracterizando a presença de insuficiência cardíaca direita.


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