Encefalite
 
Descrição :

É uma inflamação do cérebro. Quando o processo inflamatório abrange a medula espinhal, a doença denomina-se encefalomielite.
 
Causas :

Geralmente, as encefalites são produzidas por diversos vírus, tais como os responsáveis pela catapora, os herpes e os arbovírus. Estes últimos são vírus que se mantêm na natureza através da transmissão biológica entre hóspedes vertebrados e não são identificados até ocorrer um surto entre os seres humanos. Os seres humanos e os animais de estimação podem sofrer a doença, mas geralmente são os pontos finais do ciclo do vírus.
 
Sintomas :

A maioria das infecções humanas é assintomática ou pode apresentar um conjunto de sintomas não específicos de características gripais. Podem acometer rapidamente, com dores de cabeça, febre, dores musculares e mal-estar geral. Numa pequena porcentagem dos casos, entretanto, ocorrem sintomas de encefalite, que podem deixar seqüelas neurológicas permanentes. A doença pode afetar a função do cérebro, fato este que fica evidenciado por alterações na personalidade e confusão, convulsões, sonolência, fraqueza muscular e tremores em determinadas regiões do corpo.
 
Diagnóstico :

A encefalite pode ser de diagnóstico difícil, pois não apresenta sintomas específicos. Em certos casos, o médico pode indicar o diagnóstico por imagens (tomografia computadorizada ou ressonância magnética) para descartar outro tipo de problemas, tais como abscessos, tumores, etc. A punção lombar para o exame do líquido cérebro-espinhal fornece informação de suas células: um aumento dos linfócitos identifica uma infecção viral. Realiza-se, então, a cultura de uma amostra de líquido cérebro-espinhal , com o objetivo de isolar e identificar o vírus. Procura-se, também, identificar o agente etiológico, em função dos anticorpos específicos achados no sangue.
 
Tratamento :

O antiviral aciclovir é usado nos casos de encefalite por herpes simples, mas essa possibilidade terapêutica não pode ser escolhida nos casos de infecção por arbovírus, cabendo apenas manter as funções vitais do paciente (cardíacas e pulmonares) estáveis até a doença cumprir o seu ciclo. Procura-se controlar a inflamação do cérebro, a perda da atividade respiratória automática e outras possíveis complicações, como as pneumonias bacterianas. A possibilidade de uma recuperação plena depois de uma infecção no cérebro aumenta segundo nível de amadurecimento do sistema nervoso central; ou seja, a encefalite acomete com maior intensidade os bebês do que as crianças maiores, e, em menor grau, as pessoas adultas.